"Ace" Jackson

Pistoleiro, jogador e trambiqueiro

Description:
Bio:

009_val_kilmer_theredlist.jpg

“… vivendo cada dia como se fosse o último”

Entre mascates, biscates e trambiques cresceu Alan “Ace” Jackson, um sobrevivente nato. Cresceu órfão de pai e mãe – mortos pisoteados num tumulto durante um evento de distribuição de alimentos em Gomorra. Acabou sendo criado em Saigon por uma mendiga que passou muitos anos vivendo com uma caravana itinerante de artistas circenses, morrendo de tuberculose alguns meses antes de Ace completar 12 anos. Para sua “mãe”: “uns trabalham muito por pouco; outros trabalho pouco por muito!”, e isso sempre norteou os ideais de Ace, ele não entendia o porquê de algumas pessoas quererem trabalhar nas minas, viver poucos anos recebendo menos do que o necessário para garantirem seu pão de cada dia.

Sendo assim, desde cedo, Ace iniciou sua vida vagando por Mazda enquanto praticava pequenos estelionatos: sacando malotes de bancos com documentos falsos, trapaceando em jogos de cartas… enfim, sua esperteza sempre se sobressaiu dentre os golpistas da cidade. Quando precisava desaparecer ou quando a fome apertava, se entregava às autoridades. Na prisão recebia alimento e um pouco de água limpa, além de ter um teto para abrigá-lo da instabilidade climática. Eram dias/meses difíceis e violentos, mas para ele, nada era pior do que viver sem ter o que comer, ou dormir com frio. Foi na prisão que Ace aprendeu a usar uma pistola e viu que tinha talento para aquilo, no entanto, não gostava de matar… via no revólver um instrumento de poder que, se usado com inteligencia, poderia muito mais ajudá-lo do que único e simplesmente causar morte e destruição.

Ao sair da prisão pela última vez, conheceu Tahaho… provavelmente, expulso de suas terras natais. O selvagem estava sentado em uma manjedoura, balbuciava uma canção em uma língua esquecida enquanto alisava as crinas de um belíssimo alazão. Ace ofereceu um pedaço de pão e um gole de cerveja. No mesmo momento, Tahaho fitou seus olhos com um misto de desconfiança e fúria, mas logo viu que o homem não representava ameaça e aceitou a prenda. Não demorou muito tempo até os dois se unirem, Ace não era burro, sabia que Tahaho multiplicava suas chances de sobreviver aos “chacais” de Saigon. Ele sabia Tahaho via algo nele também, algo especial… difícil de identificar.

Um dia, Ace resfriou-se e Tahaho o preparou uma tônico à base de ervas nativas… tinha gosto de merda, mas parecia revigorante. Ace viu naquilo uma oportunidade de não precisar mais arriscar sua vida em golpes, seria a primeira vez que teria estabilidade, e não mais precisaria viver se esgueirando por entre um golpe e outro… seria a chance de viajar sem precisar correr. Tahaho concordou, ensinou a preparar o tônico, e após um estoque considerável já engarrafado, Ace pegou suas economias e investiu em uma carroça para venderem seu “produto milagroso”.

“Cura gota, acalma os nervos, é bom para cãimbras, mau cheiro das axilas e das botas – depois de um longo dia de trabalho! O elixir mais antigo que o homem já viu, herança da sabedoria dos nativos nortenhos!”

- Se eu beber esse elixir, vou ficar como esse índio aí?!
- Sim, meu caro! Este é ‘Tavoc’, ele bebe este elixir todos os dias ao despertar… jamais ficou doente, posso garantir!
- Vou levar uma caixa, então.

Juntando uma quantia considerável, Ace e Tahaho prepararam viagem para seguir até um entreposto, onde encontrariam uma grande quantidade de pessoas e assim, ampliarem seus lucros de uma forma muito mais satisfatória.

- Vamos ficar ricos, meu caro Tahaho… não precisaremos mais comer pão dormido e água para cavalos. Isso eu prometo a você.

trilha: https://www.youtube.com/watch?v=hht7ElNUBSw&list=PLFD275A8A39871F57

ficha_ACE_frente.png
ficha_ACE_verso.png
defenses_ACE.png

"Ace" Jackson

Mazda: Terra sem Lei ruben_braccini